terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Luxemburgo - 1996 e 2004

Um pequeno estado de formato quase triangular situado no coração da Europa ocidental que começou por ser uma fortaleza estratégica durante a Idade Média e que chegou a ser alcunhada de "Gibraltar do Norte" pelo escritor alemão Goethe. Tem estado sempre no âmago da construção e do desenvolvimento do continente a que pertence.

A população do grão-ducado é constituída por 13% de portugueses e é comum ouvir falar português nas ruas da sua capital, já que esta é a terceira língua mais falada no país. Lembro-me que ao sair da Gare de Luxembourg na visita que fiz à cidade em 1996, tendo chegado em comboio proveniente de Bruxelas, as primeiras pessoas que ouvi a falar na rua, faziam-no em português.

A cidade divide-se em duas zonas: uma alta e uma baixa, sendo que esta se situa num vale que divide aquela. Quando se caminha para o centro vindo da estação central, atravessa-se este vale através da Pont Adolphe e começamo-nos a aperceber da beleza das paisagens que nos circundam.

No promontório da parte alta existe um caminho que o bordeja, La Corniche, donde se têm vistas soberbas sobre a parte baixa, o Grund, e que é conhecido como "a mais bela varanda da Europa". Uma outra atracção da cidade alta é o rochedo do Bock, onde se situam as fortificações com o mesmo nome e donde se abarcam vistas também espectaculares e diversos outros pontos de referência, como a Pont Rouge, uma ponte pintada de encarnado que contrasta vivamente com os predominantes verdes da vegetação.

Recordo dos passeios que dei pela pequena capital luxemburguesa a bela estátua da Gelle Fra, a mulher dourada, erigida em memória dos soldados luxemburgueses mortos durante a 1ª Grande Guerra, iluminada pelo sol de uma radiosa manhã de Junho, bem como a elegante estátua da grã-duquesa Charlotte, a soberana do grão-ducado entre 1919 e 1964, figura muito venerada pelos seus súbditos.

Num país com uma comunidade lusa com um tamanho tão significativo é relativamente fácil encontrar restaurantes portugueses, o que me aconteceu, tendo jantado numa pequena esplanada de um deles, situado muito centralmente numa rua perpendicular à Place d'Armes, conhecida como "o salão da cidade" e que constitui com a Place Guillaume II, o coração do centro urbano.

A aconchegante Cidade do Luxemburgo, pequena capital de um minúsculo país que é o único ducado independente do mundo, onde se fala uma língua estranha, o letzebuergesch (luxemburguês), com uma população tão mesclada, foi uma das duas capitais europeias da cultura em 2007.

Diferentes facetas, alegres recordações, de um país em forma de lágrima...

1 comentário:

  1. Olá Eduardo, gosto imenso das viagens também como tú. E na verdade, adorei Luxemburgo!

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