Mónaco - 1988 e 2007
É o segundo país mais pequeno do mundo, com uma superfície de menos de 2 quilómetros quadrados, estendendo-se por cerca de 3 km da costa do Mar da Ligúria e encontrando-se encravado numa das extremidades da Provença, uma das mais conhecidas regiões francesas.
É, também, um principado, governado pelos Grimaldi, uma família de origem genovesa, desde o século XIV. Embora sendo um estado independente, funciona quase como um protectorado francês, tendo aderido à ONU apenas em 1993. Um tratado efectuado em 1918 com a França estabelece que se a linhagem dos Grimaldi for interrompida, o principado será absorvido pelo seu unico vizinho gaulês, pelo que a família principesca luta com todas as armas ao seu alcance para manter a independência do pequeno território.
Trata-se de uma família que está frequentemente nas páginas da imprensa. Começando no casamento do falecido príncipe Rainier III com a actriz norte-americana Grace Kelly em 1956, passando pelas desventuras da princesa Caroline e pelas aventuras da princesa Stéphanie até aos casos amorosos do actual príncipe Albert II, o principado tem constantemente chamado para si a atenção generalizada.
Não seria necessário possuir uns governantes tão mediáticos para ser o foco das atenções. Com efeito, bastar-lhe-ia o cenário natural em que se encontra implantado sobre os contrafortes dos Alpes Marítimos, o glamour de Monte-Carlo onde se situa um dos mais famosos casinos do mundo e onde se realiza o famoso Grande Prémio de Fórmula 1 ou o encanto da pequena cidade do Mónaco, a capital do principado, empoleirada sobre um promontório e onde se encontra o palácio principesco, com as suas ameias, o seu suave tom de um beige-amarelado e os seus guardas com fardas de cor clara, que evocam um paraíso tropical.
Neste caso será mais um paraíso fiscal, como facilmente qualquer um poderá deduzir pelo aspecto das pessoas, pela qualidade dos automóveis e pela quantidade de embarcações de luxo ancoradas nos embarcadouros do Yacht Club de Monaco. Sendo um estado costeiro, os seus naturais estão necessariamente ligados ao mar, como o testemunha o famoso Instituto Oceanográfico e o respectivo museu, fundado pelo príncipe Albert I em 1906, em consequência dessa ligação que partilhava com o seu amigo e nosso rei, D. Carlos I.
Relembro do Mónaco, principalmente, as ruas estreitas de Monaco-Ville, as placas toponímicas em língua monegasca e a catedral, onde se encontrava a concorrida sepultura da última princesa reinante do território (morta em acidente alguns anos antes) e de onde me "convidaram" a sair por, na altura, estar a usar calções. E não foi a única vez, nem o único país, onde isso me aconteceu. Por isso, agora tenho mais cuidado quando prevejo efectuar certas visitas.
Não me falta vontade de voltar ao Mónaco para rever as imagens dessa estância balnear onde as palmeiras ondulam ao ritmo das cálidas brisas mediterrânicas, mas onde também se pode ver a imagem inusual da neve a cair nos dias frios dos invernos mais rigorosos.
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