Istambul (Turquia) - 1999
Estive em Istambul no início e no final de uma viagem maior pela Turquia. É uma cidade que assenta em dois continentes - a Europa e a Ásia - e, por isso, ambos a podem reivindicar como sua. O estreito do Bósforo, ao ligar o mar da Mármara ao Mar Negro, atravessa a cidade e separa os dois continentes; a parte europeia da cidade, por sua vez, está dividida pelo Corno de Ouro, um braço do estreito.
Foi fundada pelos gregos com o nome de Bizâncio, reconstruída pelos romanos com o nome de Constantinopla (que, aliás, é ainda hoje o seu nome em grego), rebaptizada de Istanbul em turco. Foi capital da Turquia até 1923 e é a maior cidade do país, com cerca de 10 milhões de habitantes.
Está, como Lisboa, construída sobre sete colinas, em ambas as margens europeia e asiática, e das suas ruas estreitas e empinadas nas colinas conseguem-se vistas do estreito semelhantes às que em Lisboa se obtêm para o rio. Até entre os inúmeros barcos que cruzam as águas do Bósforo se encontram alguns que fazem lembrar os cacilheiros do Tejo. A semelhança é, quanto a mim, surpreendente e assombrosa.
Claro que existem diferenças abissais, como a das silhuetas das grandes mesquitas que, em número considerável, ornamentam o perfil da cidade. Como esquecer esses conjuntos de abóbadas e minaretes profusamente iluminados na noite istambuliota, constantemente sobrevoados por enormes bandos de gaivotas a voar em círculos, como insectos atraídos pela luz?
E as tonalidades dos azuis de que os nossos olhos se apercebem na extraordinariamente bela Mesquita Azul, de tal modo que por duas vezes me senti impelido a visitar o seu interior? Que dizer da imponência da Basílica de Santa Sofia, outrora um dos maiores templos da cristandade, e da magnificência dos seus mosaicos? Como retratar o colorido exuberante dos frescos e mosaicos da igreja de São Salvador em Chora, um dos mais belos exemplares da arte bizantina?
Como não referir as riquezas de um dos mais conhecidos palácios da cidade, o Topkapi, centro administrativo do império otomano durante mais de 4 séculos, localizado na ponta do Serralho, com vistas deslumbrantes sobre o Bósforo? Que dizer dos famosos mercados cobertos da cidade, de que saliento o Grande Bazar, uma autêntica cidade comercial com 4.000 lojas, e o caleidoscópio de aromas do bazar egípcio especializado na venda de especiarias?
Como contextualizar as paisagens obtidas a partir da Torre Gálata, o movimento de barcos e pessoas e automóveis observado na ponte com o mesmo nome, com as amuradas apinhadas com pescadores amadores? Como descrever a sofisticação algo decadente da Istiklal Caddesi, antiga Grande Rue de Pera, na parte mais moderna e europeia da cidade? Como não lembrar a animação nocturna de Kumkapi, com as suas praças e as esplanadas dos numerosos restaurantes de peixe situados à beira água?
Encantos de uma terra que enfeitiça, susurrando aos nossos ouvidos histórias de mil e uma noites que, por entre os véus da nossa imaginação, nos fazem imaginar figuras de sultões, vizires e odaliscas.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Marrocos (1) - 1978
A primeira viagem que fiz a Marrocos foi a primeira que fiz sozinho e a experiência de viajar desacompanhado não me desagradou. Como na maioria das situações, tem vantagens e desvantagens; uma daquelas é a de que um viajante isolado está mais aberto ao contacto com as pessoas com quem se cruza, quer sejam outros viajantes, quer sejam naturais das terras que se visitam. O hábito ficou e, desde aí, muitas vezes viajei assim...
Essa primeira viagem ao reino alauíta - Marrocos é a última monarquia africana - teve Tânger como destino. A cidade tem uma história atribulada, de que destaco o domínio romano, quando era designada por Tingis, o período em que foi colónia portuguesa (1471-1662) e a época recente (séc. XX) em que foi considerada zona internacional, administrada por vários países, entre os quais Portugal.
A "pérola do estreito" fica situada na península tingitana junto do estreito de Gibraltar, avistando-se facilmente a costa sul espanhola e, dizem, podendo-se vislumbrar a costa algarvia em dias muito claros. É uma cidade mais para viver que para visitar, não podendo deixar de se tomar um chá de menta numa esplanada da Place de France, a observar as idas e vindas dos tangerinos. Foi, talvez, o ambiente da urbe, juntamente com a situação geográfica e o clima ameno, que atraiu tantos famosos que, ao longo dos tempos, nela têm vivido.
A branca Tânger derrama-se por uma colina em cujo sopé se situa a pequena baía onde existe uma agradável praia de areia clara onde se pode experimentar a água do Mediterrâneo. O hotel onde fiquei estava situado no topo dessa colina e a vista que tinha da varanda do quarto abrangia a baía com a longa praia, para lá do casario da cidade, e a extensão do estreito que separa a cidade do continente europeu.
Relativamente perto da cidade situa-se o Cabo Spartel, o qual marca a separação das águas do Atlântico e do Meditarrâneo e, um pouco mais a sudoeste na costa atlântica do país, pode-se visitar a pequena e tranquila povoação de Asilah, a antiga possessão portuguesa de Arzila, onde, caminhando pelas suas estreitas vielas entre casas baixas caiadas de um branco fulgurante dada a forte luz solar, se pode deparar com um encantador de serpentes...
Recordações longínquas de um país africano, islâmico, culturalmente distante, de um oriente vibrante e com alguma dose de exotismo, tão perto de casa...
A primeira viagem que fiz a Marrocos foi a primeira que fiz sozinho e a experiência de viajar desacompanhado não me desagradou. Como na maioria das situações, tem vantagens e desvantagens; uma daquelas é a de que um viajante isolado está mais aberto ao contacto com as pessoas com quem se cruza, quer sejam outros viajantes, quer sejam naturais das terras que se visitam. O hábito ficou e, desde aí, muitas vezes viajei assim...
Essa primeira viagem ao reino alauíta - Marrocos é a última monarquia africana - teve Tânger como destino. A cidade tem uma história atribulada, de que destaco o domínio romano, quando era designada por Tingis, o período em que foi colónia portuguesa (1471-1662) e a época recente (séc. XX) em que foi considerada zona internacional, administrada por vários países, entre os quais Portugal.
A "pérola do estreito" fica situada na península tingitana junto do estreito de Gibraltar, avistando-se facilmente a costa sul espanhola e, dizem, podendo-se vislumbrar a costa algarvia em dias muito claros. É uma cidade mais para viver que para visitar, não podendo deixar de se tomar um chá de menta numa esplanada da Place de France, a observar as idas e vindas dos tangerinos. Foi, talvez, o ambiente da urbe, juntamente com a situação geográfica e o clima ameno, que atraiu tantos famosos que, ao longo dos tempos, nela têm vivido.
A branca Tânger derrama-se por uma colina em cujo sopé se situa a pequena baía onde existe uma agradável praia de areia clara onde se pode experimentar a água do Mediterrâneo. O hotel onde fiquei estava situado no topo dessa colina e a vista que tinha da varanda do quarto abrangia a baía com a longa praia, para lá do casario da cidade, e a extensão do estreito que separa a cidade do continente europeu.
Relativamente perto da cidade situa-se o Cabo Spartel, o qual marca a separação das águas do Atlântico e do Meditarrâneo e, um pouco mais a sudoeste na costa atlântica do país, pode-se visitar a pequena e tranquila povoação de Asilah, a antiga possessão portuguesa de Arzila, onde, caminhando pelas suas estreitas vielas entre casas baixas caiadas de um branco fulgurante dada a forte luz solar, se pode deparar com um encantador de serpentes...
Recordações longínquas de um país africano, islâmico, culturalmente distante, de um oriente vibrante e com alguma dose de exotismo, tão perto de casa...
Luxemburgo - 1996 e 2004
Um pequeno estado de formato quase triangular situado no coração da Europa ocidental que começou por ser uma fortaleza estratégica durante a Idade Média e que chegou a ser alcunhada de "Gibraltar do Norte" pelo escritor alemão Goethe. Tem estado sempre no âmago da construção e do desenvolvimento do continente a que pertence.
A população do grão-ducado é constituída por 13% de portugueses e é comum ouvir falar português nas ruas da sua capital, já que esta é a terceira língua mais falada no país. Lembro-me que ao sair da Gare de Luxembourg na visita que fiz à cidade em 1996, tendo chegado em comboio proveniente de Bruxelas, as primeiras pessoas que ouvi a falar na rua, faziam-no em português.
A cidade divide-se em duas zonas: uma alta e uma baixa, sendo que esta se situa num vale que divide aquela. Quando se caminha para o centro vindo da estação central, atravessa-se este vale através da Pont Adolphe e começamo-nos a aperceber da beleza das paisagens que nos circundam.
No promontório da parte alta existe um caminho que o bordeja, La Corniche, donde se têm vistas soberbas sobre a parte baixa, o Grund, e que é conhecido como "a mais bela varanda da Europa". Uma outra atracção da cidade alta é o rochedo do Bock, onde se situam as fortificações com o mesmo nome e donde se abarcam vistas também espectaculares e diversos outros pontos de referência, como a Pont Rouge, uma ponte pintada de encarnado que contrasta vivamente com os predominantes verdes da vegetação.
Recordo dos passeios que dei pela pequena capital luxemburguesa a bela estátua da Gelle Fra, a mulher dourada, erigida em memória dos soldados luxemburgueses mortos durante a 1ª Grande Guerra, iluminada pelo sol de uma radiosa manhã de Junho, bem como a elegante estátua da grã-duquesa Charlotte, a soberana do grão-ducado entre 1919 e 1964, figura muito venerada pelos seus súbditos.
Num país com uma comunidade lusa com um tamanho tão significativo é relativamente fácil encontrar restaurantes portugueses, o que me aconteceu, tendo jantado numa pequena esplanada de um deles, situado muito centralmente numa rua perpendicular à Place d'Armes, conhecida como "o salão da cidade" e que constitui com a Place Guillaume II, o coração do centro urbano.
A aconchegante Cidade do Luxemburgo, pequena capital de um minúsculo país que é o único ducado independente do mundo, onde se fala uma língua estranha, o letzebuergesch (luxemburguês), com uma população tão mesclada, foi uma das duas capitais europeias da cultura em 2007.
Diferentes facetas, alegres recordações, de um país em forma de lágrima...
Um pequeno estado de formato quase triangular situado no coração da Europa ocidental que começou por ser uma fortaleza estratégica durante a Idade Média e que chegou a ser alcunhada de "Gibraltar do Norte" pelo escritor alemão Goethe. Tem estado sempre no âmago da construção e do desenvolvimento do continente a que pertence.
A população do grão-ducado é constituída por 13% de portugueses e é comum ouvir falar português nas ruas da sua capital, já que esta é a terceira língua mais falada no país. Lembro-me que ao sair da Gare de Luxembourg na visita que fiz à cidade em 1996, tendo chegado em comboio proveniente de Bruxelas, as primeiras pessoas que ouvi a falar na rua, faziam-no em português.
A cidade divide-se em duas zonas: uma alta e uma baixa, sendo que esta se situa num vale que divide aquela. Quando se caminha para o centro vindo da estação central, atravessa-se este vale através da Pont Adolphe e começamo-nos a aperceber da beleza das paisagens que nos circundam.
No promontório da parte alta existe um caminho que o bordeja, La Corniche, donde se têm vistas soberbas sobre a parte baixa, o Grund, e que é conhecido como "a mais bela varanda da Europa". Uma outra atracção da cidade alta é o rochedo do Bock, onde se situam as fortificações com o mesmo nome e donde se abarcam vistas também espectaculares e diversos outros pontos de referência, como a Pont Rouge, uma ponte pintada de encarnado que contrasta vivamente com os predominantes verdes da vegetação.
Recordo dos passeios que dei pela pequena capital luxemburguesa a bela estátua da Gelle Fra, a mulher dourada, erigida em memória dos soldados luxemburgueses mortos durante a 1ª Grande Guerra, iluminada pelo sol de uma radiosa manhã de Junho, bem como a elegante estátua da grã-duquesa Charlotte, a soberana do grão-ducado entre 1919 e 1964, figura muito venerada pelos seus súbditos.
Num país com uma comunidade lusa com um tamanho tão significativo é relativamente fácil encontrar restaurantes portugueses, o que me aconteceu, tendo jantado numa pequena esplanada de um deles, situado muito centralmente numa rua perpendicular à Place d'Armes, conhecida como "o salão da cidade" e que constitui com a Place Guillaume II, o coração do centro urbano.
A aconchegante Cidade do Luxemburgo, pequena capital de um minúsculo país que é o único ducado independente do mundo, onde se fala uma língua estranha, o letzebuergesch (luxemburguês), com uma população tão mesclada, foi uma das duas capitais europeias da cultura em 2007.
Diferentes facetas, alegres recordações, de um país em forma de lágrima...
Mónaco - 1988 e 2007
É o segundo país mais pequeno do mundo, com uma superfície de menos de 2 quilómetros quadrados, estendendo-se por cerca de 3 km da costa do Mar da Ligúria e encontrando-se encravado numa das extremidades da Provença, uma das mais conhecidas regiões francesas.
É, também, um principado, governado pelos Grimaldi, uma família de origem genovesa, desde o século XIV. Embora sendo um estado independente, funciona quase como um protectorado francês, tendo aderido à ONU apenas em 1993. Um tratado efectuado em 1918 com a França estabelece que se a linhagem dos Grimaldi for interrompida, o principado será absorvido pelo seu unico vizinho gaulês, pelo que a família principesca luta com todas as armas ao seu alcance para manter a independência do pequeno território.
Trata-se de uma família que está frequentemente nas páginas da imprensa. Começando no casamento do falecido príncipe Rainier III com a actriz norte-americana Grace Kelly em 1956, passando pelas desventuras da princesa Caroline e pelas aventuras da princesa Stéphanie até aos casos amorosos do actual príncipe Albert II, o principado tem constantemente chamado para si a atenção generalizada.
Não seria necessário possuir uns governantes tão mediáticos para ser o foco das atenções. Com efeito, bastar-lhe-ia o cenário natural em que se encontra implantado sobre os contrafortes dos Alpes Marítimos, o glamour de Monte-Carlo onde se situa um dos mais famosos casinos do mundo e onde se realiza o famoso Grande Prémio de Fórmula 1 ou o encanto da pequena cidade do Mónaco, a capital do principado, empoleirada sobre um promontório e onde se encontra o palácio principesco, com as suas ameias, o seu suave tom de um beige-amarelado e os seus guardas com fardas de cor clara, que evocam um paraíso tropical.
Neste caso será mais um paraíso fiscal, como facilmente qualquer um poderá deduzir pelo aspecto das pessoas, pela qualidade dos automóveis e pela quantidade de embarcações de luxo ancoradas nos embarcadouros do Yacht Club de Monaco. Sendo um estado costeiro, os seus naturais estão necessariamente ligados ao mar, como o testemunha o famoso Instituto Oceanográfico e o respectivo museu, fundado pelo príncipe Albert I em 1906, em consequência dessa ligação que partilhava com o seu amigo e nosso rei, D. Carlos I.
Relembro do Mónaco, principalmente, as ruas estreitas de Monaco-Ville, as placas toponímicas em língua monegasca e a catedral, onde se encontrava a concorrida sepultura da última princesa reinante do território (morta em acidente alguns anos antes) e de onde me "convidaram" a sair por, na altura, estar a usar calções. E não foi a única vez, nem o único país, onde isso me aconteceu. Por isso, agora tenho mais cuidado quando prevejo efectuar certas visitas.
Não me falta vontade de voltar ao Mónaco para rever as imagens dessa estância balnear onde as palmeiras ondulam ao ritmo das cálidas brisas mediterrânicas, mas onde também se pode ver a imagem inusual da neve a cair nos dias frios dos invernos mais rigorosos.
É o segundo país mais pequeno do mundo, com uma superfície de menos de 2 quilómetros quadrados, estendendo-se por cerca de 3 km da costa do Mar da Ligúria e encontrando-se encravado numa das extremidades da Provença, uma das mais conhecidas regiões francesas.
É, também, um principado, governado pelos Grimaldi, uma família de origem genovesa, desde o século XIV. Embora sendo um estado independente, funciona quase como um protectorado francês, tendo aderido à ONU apenas em 1993. Um tratado efectuado em 1918 com a França estabelece que se a linhagem dos Grimaldi for interrompida, o principado será absorvido pelo seu unico vizinho gaulês, pelo que a família principesca luta com todas as armas ao seu alcance para manter a independência do pequeno território.
Trata-se de uma família que está frequentemente nas páginas da imprensa. Começando no casamento do falecido príncipe Rainier III com a actriz norte-americana Grace Kelly em 1956, passando pelas desventuras da princesa Caroline e pelas aventuras da princesa Stéphanie até aos casos amorosos do actual príncipe Albert II, o principado tem constantemente chamado para si a atenção generalizada.
Não seria necessário possuir uns governantes tão mediáticos para ser o foco das atenções. Com efeito, bastar-lhe-ia o cenário natural em que se encontra implantado sobre os contrafortes dos Alpes Marítimos, o glamour de Monte-Carlo onde se situa um dos mais famosos casinos do mundo e onde se realiza o famoso Grande Prémio de Fórmula 1 ou o encanto da pequena cidade do Mónaco, a capital do principado, empoleirada sobre um promontório e onde se encontra o palácio principesco, com as suas ameias, o seu suave tom de um beige-amarelado e os seus guardas com fardas de cor clara, que evocam um paraíso tropical.
Neste caso será mais um paraíso fiscal, como facilmente qualquer um poderá deduzir pelo aspecto das pessoas, pela qualidade dos automóveis e pela quantidade de embarcações de luxo ancoradas nos embarcadouros do Yacht Club de Monaco. Sendo um estado costeiro, os seus naturais estão necessariamente ligados ao mar, como o testemunha o famoso Instituto Oceanográfico e o respectivo museu, fundado pelo príncipe Albert I em 1906, em consequência dessa ligação que partilhava com o seu amigo e nosso rei, D. Carlos I.
Relembro do Mónaco, principalmente, as ruas estreitas de Monaco-Ville, as placas toponímicas em língua monegasca e a catedral, onde se encontrava a concorrida sepultura da última princesa reinante do território (morta em acidente alguns anos antes) e de onde me "convidaram" a sair por, na altura, estar a usar calções. E não foi a única vez, nem o único país, onde isso me aconteceu. Por isso, agora tenho mais cuidado quando prevejo efectuar certas visitas.
Não me falta vontade de voltar ao Mónaco para rever as imagens dessa estância balnear onde as palmeiras ondulam ao ritmo das cálidas brisas mediterrânicas, mas onde também se pode ver a imagem inusual da neve a cair nos dias frios dos invernos mais rigorosos.
Paris - 1975, 1981, 1988, 1989, 1996, 1998, 1999, 2003, 2007, 2008
Várias vezes me fizeram a seguinte pergunta: Gostas mais de Londres ou de Paris? Como se a preferência por uma ou por outra desse indícios sobre a personalidade de uma pessoa, algo de que eu duvido.
Quanto a mim são duas cidades incomparáveis. E incomparáveis, quer por referência uma à outra, quer por se tratarem ambas de cidades incontornáveis a qualquer pessoa que queira conhecer algo "fora de portas".
Paris está, para a generalidade das pessoas e não só portuguesas, quase ao nível dos lugares míticos. Por algum motivo, a França continua a ocupar o primeiro lugar na lista dos países, quanto a número de visitantes por ano e, certamente, a capital francesa não é alheia a essa situação.
A influência cultural francesa que se fez sentir fortemente no nosso país só há alguns anos começou a desaparecer, mas há resquícios que ainda permanecem. Igualmente, a proximidade geográfica terá tido alguma influência; é que, logo a seguir a Espanha e a Marrocos, a França é o nosso vizinho mais próximo. Tivemos, em décadas passadas, autênticos fluxos humanos de emigrantes que se dirigiam a França para tentar uma vida melhor e muitos fixavam-se em Paris, de tal modo que esta chegou a ser a segunda cidade portuguesa em número de habitantes.
"Paris é uma festa" é o título português de uma das obras de Ernest Hemingway e, realmente, a cidade é uma festa para os sentidos, quer pela quantidade de monumentos que possui, quer pela diversidade de acontecimentos culturais que proporciona a quem a visita. O último grande museu que abriu as portas na cidade - o Musée du quai Branly - é dedicado às artes e civilizações dos diversos continentes (excepto a Europa) e constitui a marca que o presidente Jacques Chirac quis deixar na cidade, na tradição dos anteriores ocupantes do palácio do Eliseu.
Paris tem o epíteto de "cidade-luz" e quem não se deslumbraria ao ver a Torre Eiffel enfeitada por milhares de luzes a brilhar ao longo dos seus mais de 300 metros de altura? Ou com a elegância da iluminação natalícia do arvoredo da avenue des Champs-Elysées? Ou ainda com a reverberância dos dourados aplicados em certos detalhes, como a cúpula dos Invalides, as estátuas nas colunas da ponte Alexandre III ou a ponta do obelisco de Luxor plantado no centro da place de la Concorde?
Das vezes que fui a Paris repeti visitas a diversos lugares, mas tive e continuo a ter sempre novas oportunidades de exploração e descoberta. Há, porém, momentos e lugares que ficam mais profundamente marcados na memória, como sejam a visita ao túmulo de Edith Piaf no cemitério do Père-Lachaise, a sofisticação da place des Vosges num dia soalheiro, o Sena visto da tranquila ilha de Saint-Louis... E há uma coisa em que Paris é imbatível, o charme dos seus cafés.
Não posso dizer que gosto mais de Paris do que de Londres, mas posso afirmar que em Paris sinto-me em casa.
Várias vezes me fizeram a seguinte pergunta: Gostas mais de Londres ou de Paris? Como se a preferência por uma ou por outra desse indícios sobre a personalidade de uma pessoa, algo de que eu duvido.
Quanto a mim são duas cidades incomparáveis. E incomparáveis, quer por referência uma à outra, quer por se tratarem ambas de cidades incontornáveis a qualquer pessoa que queira conhecer algo "fora de portas".
Paris está, para a generalidade das pessoas e não só portuguesas, quase ao nível dos lugares míticos. Por algum motivo, a França continua a ocupar o primeiro lugar na lista dos países, quanto a número de visitantes por ano e, certamente, a capital francesa não é alheia a essa situação.
A influência cultural francesa que se fez sentir fortemente no nosso país só há alguns anos começou a desaparecer, mas há resquícios que ainda permanecem. Igualmente, a proximidade geográfica terá tido alguma influência; é que, logo a seguir a Espanha e a Marrocos, a França é o nosso vizinho mais próximo. Tivemos, em décadas passadas, autênticos fluxos humanos de emigrantes que se dirigiam a França para tentar uma vida melhor e muitos fixavam-se em Paris, de tal modo que esta chegou a ser a segunda cidade portuguesa em número de habitantes.
"Paris é uma festa" é o título português de uma das obras de Ernest Hemingway e, realmente, a cidade é uma festa para os sentidos, quer pela quantidade de monumentos que possui, quer pela diversidade de acontecimentos culturais que proporciona a quem a visita. O último grande museu que abriu as portas na cidade - o Musée du quai Branly - é dedicado às artes e civilizações dos diversos continentes (excepto a Europa) e constitui a marca que o presidente Jacques Chirac quis deixar na cidade, na tradição dos anteriores ocupantes do palácio do Eliseu.
Paris tem o epíteto de "cidade-luz" e quem não se deslumbraria ao ver a Torre Eiffel enfeitada por milhares de luzes a brilhar ao longo dos seus mais de 300 metros de altura? Ou com a elegância da iluminação natalícia do arvoredo da avenue des Champs-Elysées? Ou ainda com a reverberância dos dourados aplicados em certos detalhes, como a cúpula dos Invalides, as estátuas nas colunas da ponte Alexandre III ou a ponta do obelisco de Luxor plantado no centro da place de la Concorde?
Das vezes que fui a Paris repeti visitas a diversos lugares, mas tive e continuo a ter sempre novas oportunidades de exploração e descoberta. Há, porém, momentos e lugares que ficam mais profundamente marcados na memória, como sejam a visita ao túmulo de Edith Piaf no cemitério do Père-Lachaise, a sofisticação da place des Vosges num dia soalheiro, o Sena visto da tranquila ilha de Saint-Louis... E há uma coisa em que Paris é imbatível, o charme dos seus cafés.
Não posso dizer que gosto mais de Paris do que de Londres, mas posso afirmar que em Paris sinto-me em casa.
Andorra - 1975 e 1998
É um dos micro-países da Europa e o seu nome oficial é Vales de Andorra ou Principado de Andorra. Situa-se nos Pirenéus orientais, encravado entre a Espanha e a França.
Como principado, é uma reminiscência dos inúmeros reinos, principados e ducados que constituíram a génese do continente europeu. Trata-se, aliás, de um co-principado com dois príncipes: o bispo de Urgell, em Espanha, e o presidente da República Francesa, o que configura uma situação engraçada: o presidente da república de um estado é, ao mesmo tempo, príncipe de outro estado.
Como especificidades, podem apontar-se-lhe o facto de a sua língua oficial não ser o francês, nem o castelhano; os andorranos falam catalão. Apesar de não pertencer à União Europeia, adoptou o Euro como moeda oficial. Por ser um país de montanha, a sua principal indústria é o turismo, principalmente de Inverno. Mais de 10% da sua população é portuguesa.
O país só se tornou verdadeiramente independente em 1993, tendo entrado para as Nações Unidas nesse mesmo ano, embora a sua história, muito antiga, remonte ao século IX, havendo até algumas lendas que apontam Carlos Magno como seu fundador...
Recordo, das duas visitas que fiz a Andorra, ambas breves, o atravessamento nocturno das montanhas em Pas de la Casa, logo após o posto fronteiriço com a França, em que era perfeitamente visível na noite o imenso manto branco de neve e, mais à frente, os aglomerados de luz das povoações nos vales, a caminho da capital, Andorra-aVelha. Revejo interiormente a luz da manhã durante um pequeno-almoço tomado numa esplanada coberta, sobre a torrente que é o rio Valira ao atravessar a cidade. Curiosamente, é deste rio e das sua margens urbanas a imagem que me ficou gravada e que é comum a ambas as visitas.
Lembro a confusão ordenada de lojas que bordejam a praticamente única (e comprida) rua da capital e que a transformam num centro comercial ao ar livre, verdadeiro atractivo para os que gostam de compras. Lembro a dificuldade que foi destrinçar os aglomerados populacionais da capital e da cidade de Les Escaldes. Recordo, finalmente, a frondosa estrada por onde se deixa o pequeno país em direcção à espanhola cidade de Saragoça.
Gosto de países que são pouco falados e que não são os primeiros títulos das notícias. De Andorra fala-se pouco e é um país muitas vezes ignorado, quer pelo seu minúsculo tamanho, quer pela sombra projectada pelos seus imponentes vizinhos.
Gostaria de lá ter estado mais tempo, de ter oportunidade de conhecer melhor este próspero principado dos tempos modernos... Essa esperança mantém-se porque Andora está aqui mesmo à mão.
É um dos micro-países da Europa e o seu nome oficial é Vales de Andorra ou Principado de Andorra. Situa-se nos Pirenéus orientais, encravado entre a Espanha e a França.
Como principado, é uma reminiscência dos inúmeros reinos, principados e ducados que constituíram a génese do continente europeu. Trata-se, aliás, de um co-principado com dois príncipes: o bispo de Urgell, em Espanha, e o presidente da República Francesa, o que configura uma situação engraçada: o presidente da república de um estado é, ao mesmo tempo, príncipe de outro estado.
Como especificidades, podem apontar-se-lhe o facto de a sua língua oficial não ser o francês, nem o castelhano; os andorranos falam catalão. Apesar de não pertencer à União Europeia, adoptou o Euro como moeda oficial. Por ser um país de montanha, a sua principal indústria é o turismo, principalmente de Inverno. Mais de 10% da sua população é portuguesa.
O país só se tornou verdadeiramente independente em 1993, tendo entrado para as Nações Unidas nesse mesmo ano, embora a sua história, muito antiga, remonte ao século IX, havendo até algumas lendas que apontam Carlos Magno como seu fundador...
Recordo, das duas visitas que fiz a Andorra, ambas breves, o atravessamento nocturno das montanhas em Pas de la Casa, logo após o posto fronteiriço com a França, em que era perfeitamente visível na noite o imenso manto branco de neve e, mais à frente, os aglomerados de luz das povoações nos vales, a caminho da capital, Andorra-aVelha. Revejo interiormente a luz da manhã durante um pequeno-almoço tomado numa esplanada coberta, sobre a torrente que é o rio Valira ao atravessar a cidade. Curiosamente, é deste rio e das sua margens urbanas a imagem que me ficou gravada e que é comum a ambas as visitas.
Lembro a confusão ordenada de lojas que bordejam a praticamente única (e comprida) rua da capital e que a transformam num centro comercial ao ar livre, verdadeiro atractivo para os que gostam de compras. Lembro a dificuldade que foi destrinçar os aglomerados populacionais da capital e da cidade de Les Escaldes. Recordo, finalmente, a frondosa estrada por onde se deixa o pequeno país em direcção à espanhola cidade de Saragoça.
Gosto de países que são pouco falados e que não são os primeiros títulos das notícias. De Andorra fala-se pouco e é um país muitas vezes ignorado, quer pelo seu minúsculo tamanho, quer pela sombra projectada pelos seus imponentes vizinhos.
Gostaria de lá ter estado mais tempo, de ter oportunidade de conhecer melhor este próspero principado dos tempos modernos... Essa esperança mantém-se porque Andora está aqui mesmo à mão.
Espanha - sempre que posso
A Espanha é um dos meus países predilectos. Não sei se um dos motivos será a proximidade geográfica; não sei se será a diferenciação cultural, apesar da vizinhança, excepção feita provavelmente em relação à Galiza.
O facto é que estive em diversas regiões espanholas, por diversas vezes, e existem outras que desconheço por completo. Em relação às que visitei posso enumerar a Comunidade de Madrid, as duas regiões de Castela - Leão e La Mancha, a Catalunha, Aragão, o País Basco, a Comunidade Valenciana, a Galiza, a Extremadura e a Andaluzia, no continente espanhol, bem como as ilhas Canárias e as Baleares.
Não conheço a Cantábria, as Astúrias, Navarra, La Rioja e a região de Múrcia, para além dos enclaves norte-africanos de Ceuta e Melilla.
Este país, que ocupa 4/5 da Península Ibérica, é um autêntico mosaico e são mais as diferenças que distinguem algumas regiões de outras do que os pontos comuns que possam eventualmente servir de denominador comum.
Portugal tem cerca de 1.200 km de fronteira (e é a única) com este país e mesmo Lisboa está a menos de 300 km das principais cidades da Extremadura (Badajoz e Cáceres) e a ligação a esta região espanhola é feita em auto-estrada. O acesso a Espanha está, por isso, muito facilitado.
Gosto de ir a Espanha repentinamente e sem planeamento prévio. Por mais de uma vez, saí de Lisboa à hora de jantar e fui dormir em Espanha: em Madrid, Zafra, Huelva ou Córdoba. Muita coisa me atrai como um íman para esse país, sejam os castelos empinados nas alturas nas áridas imensidões castelhanas e manchegas, a herança mourisca andaluza de que um dos exemplos máximos é o Alhambra em Granada, as grandiosas catedrais que reflectem um catolicismo barroco, os verdes das paisagens galegas ou bascas, a sofisticação de um parador ou a simplicidade de um hostal...
E a diversidade das cidades, desde monumentos em pedra como Santiago de Compostela ou Cáceres, a uma ode à arte nova como Barcelona ou à vida e movida de Madrid ou, noutro plano, a forma como conseguiram preservar a sua história, restaurando um regime monárquico velho de séculos.
Mas o que, para mim, é mais admirável nesse país é o salero, a alegria contagiante, a forma de vida que torna a Espanha um país diferente na Europa. Como é que povos tão diferentes como os galegos, os bascos, os catalães ou os andaluzes mantêm um estilo de vida tão semelhante. Provavelmente, a culpa é dos castelhanos que, para além de terem imposto a língua aos outros povos peninsulares, inculcaram um modo de vida que, ainda hoje, é comum a todos.
Terá sido, talvez, como reacção a este centralismo castelhano que nós, portugueses, nos tornámos, como povo, tão diferentes na forma de estar e de viver, mais influenciados pela nossa herança celta e pela nostalgia da contemplação do mar.
Apesar da animosidade histórica que sempre tendeu a afastar-nos, nunca senti em Espanha qualquer hostilidade e nunca ouvi qualquer comentário menos agradável para com Portugal. As relações entre irmãos são, muitas vezes, assim: tempestuosas à superfície, mas bem lá no fundo sentindo-se inseparáveis.
A Espanha é um dos meus países predilectos. Não sei se um dos motivos será a proximidade geográfica; não sei se será a diferenciação cultural, apesar da vizinhança, excepção feita provavelmente em relação à Galiza.
O facto é que estive em diversas regiões espanholas, por diversas vezes, e existem outras que desconheço por completo. Em relação às que visitei posso enumerar a Comunidade de Madrid, as duas regiões de Castela - Leão e La Mancha, a Catalunha, Aragão, o País Basco, a Comunidade Valenciana, a Galiza, a Extremadura e a Andaluzia, no continente espanhol, bem como as ilhas Canárias e as Baleares.
Não conheço a Cantábria, as Astúrias, Navarra, La Rioja e a região de Múrcia, para além dos enclaves norte-africanos de Ceuta e Melilla.
Este país, que ocupa 4/5 da Península Ibérica, é um autêntico mosaico e são mais as diferenças que distinguem algumas regiões de outras do que os pontos comuns que possam eventualmente servir de denominador comum.
Portugal tem cerca de 1.200 km de fronteira (e é a única) com este país e mesmo Lisboa está a menos de 300 km das principais cidades da Extremadura (Badajoz e Cáceres) e a ligação a esta região espanhola é feita em auto-estrada. O acesso a Espanha está, por isso, muito facilitado.
Gosto de ir a Espanha repentinamente e sem planeamento prévio. Por mais de uma vez, saí de Lisboa à hora de jantar e fui dormir em Espanha: em Madrid, Zafra, Huelva ou Córdoba. Muita coisa me atrai como um íman para esse país, sejam os castelos empinados nas alturas nas áridas imensidões castelhanas e manchegas, a herança mourisca andaluza de que um dos exemplos máximos é o Alhambra em Granada, as grandiosas catedrais que reflectem um catolicismo barroco, os verdes das paisagens galegas ou bascas, a sofisticação de um parador ou a simplicidade de um hostal...
E a diversidade das cidades, desde monumentos em pedra como Santiago de Compostela ou Cáceres, a uma ode à arte nova como Barcelona ou à vida e movida de Madrid ou, noutro plano, a forma como conseguiram preservar a sua história, restaurando um regime monárquico velho de séculos.
Mas o que, para mim, é mais admirável nesse país é o salero, a alegria contagiante, a forma de vida que torna a Espanha um país diferente na Europa. Como é que povos tão diferentes como os galegos, os bascos, os catalães ou os andaluzes mantêm um estilo de vida tão semelhante. Provavelmente, a culpa é dos castelhanos que, para além de terem imposto a língua aos outros povos peninsulares, inculcaram um modo de vida que, ainda hoje, é comum a todos.
Terá sido, talvez, como reacção a este centralismo castelhano que nós, portugueses, nos tornámos, como povo, tão diferentes na forma de estar e de viver, mais influenciados pela nossa herança celta e pela nostalgia da contemplação do mar.
Apesar da animosidade histórica que sempre tendeu a afastar-nos, nunca senti em Espanha qualquer hostilidade e nunca ouvi qualquer comentário menos agradável para com Portugal. As relações entre irmãos são, muitas vezes, assim: tempestuosas à superfície, mas bem lá no fundo sentindo-se inseparáveis.
Lisboa - desde 1958
Quando ouço alguém dizer "vou à terra" fico sempre um pouco triste por não ter uma "terra" como essa, porque... a minha "terra" é Lisboa. O "ir à terra" é viajar a uma localidade qualquer do nosso país.
Nasci em Lisboa, no bairro de Alvalade e, como tal, sou alfacinha... mas não de gema. Os alfacinhas de gema são aqueles lisboetas cujos pais são, ambos, nascidos também em Lisboa.
É sempre difícil para mim dizer qual o país que prefiro ou qual a cidade mais bonita que já visitei. Embora tenha preferências, gostando mais de umas que doutras, fujo a efectuar uma classificação ou a estabelecer uma preferência. Aliás, penso que as preferências têm um carácter de certa forma transitório, dependendo de diversos factores, dos quais a nossa disposição do momento não é dos menores...
Apesar disso, considero que Lisboa alinha com as mais belas cidades da Europa. Fico sempre encantado quando, de avião, aterro em Lisboa e não me canso de olhar alguns pormenores da vista aérea da capital portuguesa. De dia, o omnipresente Tejo preenche e enfeita o postal formado pelo casario; à noite, é o mar de luz alaranjada que se espraia pelas colinas e o destaque iluminado das referências monumentais.
Embora contando com alguns monumentos de destaque como o castelo de São Jorge, a Sé, a torre de Belém, o padrão dos Descobrimentos, a igreja de Santa Engrácia, o mosteiro dos Jerónimos ou a recente torre Vasco da Gama e a sua vizinha gare do Oriente, apenas para citar alguns dos mais turísticos e mais visíveis no skyline da cidade, Lisboa não é uma cidade monumental.
O seu maior segredo está nas suas ruas, becos, escadas, calçadas, arcos, largos, travessas e... nos seus miradouros. Atrevo-me a dizer que toda a cidade, nos seus bairros ribeirinhos ou nos mais altaneiros, é um miradouro. Em inúmeros pontos desde Pedrouços, a ocidente, aos Olivais, a oriente, conseguem-se vistas inesperadas do rio e da outra margem. Dos bairros mais altos empoleirados nas colinas, do Restelo a Marvila, conseguem-se perspectivas surpreendentes da cidade.
Gosto de todos os miradouros de Lisboa. Conheço-os bem. Creio que o que tem a vista mais abrangente é o do Castelo, o segundo ponto mais alto da cidade (o primeiro é o alto do parque Eduardo VII), mas aquele que eu prefiro é o pequeno miradouro da Senhora do Monte, aninhado entre o Castelo, a Graça e a Penha de França, com a sua pequena capela de São Gens, antigo bispo de Lisboa, em cuja cadeira as grávidas iam sentar-se com o desejo de terem um bom parto, a sua imagem da Senhora de Fátima voltada para a cidade, os seus pinheiros, os seus bancos voltados para ângulos diferentes.
Lisboa, aos domingos de manhã, é uma delícia, parece uma aldeia. Nesses momentos, deambulando pelas suas ruas e pensando melhor, posso dizer que afinal tenho uma "terra".
Quando ouço alguém dizer "vou à terra" fico sempre um pouco triste por não ter uma "terra" como essa, porque... a minha "terra" é Lisboa. O "ir à terra" é viajar a uma localidade qualquer do nosso país.
Nasci em Lisboa, no bairro de Alvalade e, como tal, sou alfacinha... mas não de gema. Os alfacinhas de gema são aqueles lisboetas cujos pais são, ambos, nascidos também em Lisboa.
É sempre difícil para mim dizer qual o país que prefiro ou qual a cidade mais bonita que já visitei. Embora tenha preferências, gostando mais de umas que doutras, fujo a efectuar uma classificação ou a estabelecer uma preferência. Aliás, penso que as preferências têm um carácter de certa forma transitório, dependendo de diversos factores, dos quais a nossa disposição do momento não é dos menores...
Apesar disso, considero que Lisboa alinha com as mais belas cidades da Europa. Fico sempre encantado quando, de avião, aterro em Lisboa e não me canso de olhar alguns pormenores da vista aérea da capital portuguesa. De dia, o omnipresente Tejo preenche e enfeita o postal formado pelo casario; à noite, é o mar de luz alaranjada que se espraia pelas colinas e o destaque iluminado das referências monumentais.
Embora contando com alguns monumentos de destaque como o castelo de São Jorge, a Sé, a torre de Belém, o padrão dos Descobrimentos, a igreja de Santa Engrácia, o mosteiro dos Jerónimos ou a recente torre Vasco da Gama e a sua vizinha gare do Oriente, apenas para citar alguns dos mais turísticos e mais visíveis no skyline da cidade, Lisboa não é uma cidade monumental.
O seu maior segredo está nas suas ruas, becos, escadas, calçadas, arcos, largos, travessas e... nos seus miradouros. Atrevo-me a dizer que toda a cidade, nos seus bairros ribeirinhos ou nos mais altaneiros, é um miradouro. Em inúmeros pontos desde Pedrouços, a ocidente, aos Olivais, a oriente, conseguem-se vistas inesperadas do rio e da outra margem. Dos bairros mais altos empoleirados nas colinas, do Restelo a Marvila, conseguem-se perspectivas surpreendentes da cidade.
Gosto de todos os miradouros de Lisboa. Conheço-os bem. Creio que o que tem a vista mais abrangente é o do Castelo, o segundo ponto mais alto da cidade (o primeiro é o alto do parque Eduardo VII), mas aquele que eu prefiro é o pequeno miradouro da Senhora do Monte, aninhado entre o Castelo, a Graça e a Penha de França, com a sua pequena capela de São Gens, antigo bispo de Lisboa, em cuja cadeira as grávidas iam sentar-se com o desejo de terem um bom parto, a sua imagem da Senhora de Fátima voltada para a cidade, os seus pinheiros, os seus bancos voltados para ângulos diferentes.
Lisboa, aos domingos de manhã, é uma delícia, parece uma aldeia. Nesses momentos, deambulando pelas suas ruas e pensando melhor, posso dizer que afinal tenho uma "terra".
Brasil - 1975 /1976
Vivi no Brasil alguns meses, entre Setembro de 1975 e Dezembro de 1976. As circunstâncias políticas do Portugal de então levaram a que muitos portugueses procurassem noutros países condições diferentes (porventura melhores) para viverem as suas vidas. Não procurei essa possibilidade, mas ela aconteceu e vi-me, muito jovem, a viver numa pequena cidade costeira - Rio Grande - do estado mais meridional do Brasil, o Rio Grande do Sul.
Da cidade de Rio Grande, recordo, para além da rua onde vivi, a praça central com a alta torre de comunicações, o porto (o mais importante daquela faixa do litoral brasileiro), o yacht club, a cinzenta igreja matriz e a praia do Cassino, a alguns quilómetros da cidade e onde (coisa a que não estava habituado) as pessoas levavam os carros para a praia, estacionando-os junto a si, à beira-mar.
Penso ter-me integrado bem, fiz amigos, entrei para a Universidade, mas, passados meia dúzia de meses, circunstâncias familiares obrigaram-me a uma mudança para Salvador, a capital do estado da Bahia, no nordeste do país.
Tive que deixar a escola (onde tinha entrado há tão pouco tempo), os amigos que tinha feito e passar de uma pequena cidade gaúcha, onde as estações do ano eram bem marcadas e onde, no Inverno, os termómetros desciam até perto dos 0º C, para a perpetuamente tórrida capital bahiana.
Não sei como teria sido se tivesse podido continuar no Rio Grande do Sul. Penso que se tratou de uma dessas encruzilhadas em que temos que (ou optamos por) seguir por um dos caminhos que se abrem à nossa frente. Dessas ocasiões, fica-me para sempre e de forma recorrente, o sabor amargo de nunca poder saber como teria sido a vida se tivesse seguido por um outro caminho.
Na altura, a viagem foi feita de ónibus-leito. Para quem não conhece trata-se de um autocarro utilizado para viagens longas e em que os bancos rebatem mais do que o normal, podendo-se dormir numa posição muito próxima da horizontal. O itinerário terrestre levou-nos a atravessar os estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo até ao Rio de Janeiro, numa primeira etapa; na segunda, percorremos o estado do Espírito Santo até chegar à Bahia.
Dessa viagem as imagens que se fixaram na minha mente foram as das passagens pelas capitais paranaense e catarinense, respectivamente Curitiba e Florianópolis, esta última um destino agora tão na moda em Portugal; uma breve escala algures numa estação rodoviária na cidade de São Paulo; a vista breve da capital capixaba, Vitória do Espírito Santo e da cidade de Ilhéus, imortalizada nas obras de Jorge Amado.
Não poderia esquecer a primeira vez que pus o pé na maravilhosa cidade. Por ter sido uma estadia curta, de apenas uma noite, apenas recordo ter ficado alojado num pequeno hotel no bairro carioca do Flamengo.
A estadia em Salvador, que durou alguns meses, passou-se sem acontecimentos de maior. Vivi, primeiro, no bairro da Pituba, dentro da cidade propriamente dita e, depois, em Itapoã, uma famosa localidade balnear, a alguns quilómetros do centro, onde o próprio Jorge Amado residia. A casa onde vivíamos estava separada da praia apenas por uma estrada e perto localizava-se a lagoa de Abaeté, de águas escuras e bordejada de dunas de areia branca.
De Salvador, a primeira capital do Brasil e a sua cidade mais "negra", recordo a orla marítima e, na sua parte central, o redondo Forte de São Marcelo, o Mercado Modelo e o Elevador Lacerda, um dos seus ex-libris. Em uma ocasião, visitei de barco as ilhas que se situam próximas à cidade, de que destaco a de Itaparica, onde nadei no meio de cações!
Regressei definitivamente a Lisboa, num domingo de Dezembro de 1976, dia de eleições autárquicas, fechando esse primeiro capítulo do Brasil. Não trouxe uma ideia positiva desse país, trouxe a sensação de que não gostavam lá muito dos portugueses e que, se tivessem podido escolher, preferiam ter sido colonizados por outro país europeu...
Posteriormente voltei ao Brasil e as minhas ideias a respeito desse país evoluíram de forma positiva. Porém, não voltei, até hoje, aos lugares onde vivi...
Vivi no Brasil alguns meses, entre Setembro de 1975 e Dezembro de 1976. As circunstâncias políticas do Portugal de então levaram a que muitos portugueses procurassem noutros países condições diferentes (porventura melhores) para viverem as suas vidas. Não procurei essa possibilidade, mas ela aconteceu e vi-me, muito jovem, a viver numa pequena cidade costeira - Rio Grande - do estado mais meridional do Brasil, o Rio Grande do Sul.
Da cidade de Rio Grande, recordo, para além da rua onde vivi, a praça central com a alta torre de comunicações, o porto (o mais importante daquela faixa do litoral brasileiro), o yacht club, a cinzenta igreja matriz e a praia do Cassino, a alguns quilómetros da cidade e onde (coisa a que não estava habituado) as pessoas levavam os carros para a praia, estacionando-os junto a si, à beira-mar.
Penso ter-me integrado bem, fiz amigos, entrei para a Universidade, mas, passados meia dúzia de meses, circunstâncias familiares obrigaram-me a uma mudança para Salvador, a capital do estado da Bahia, no nordeste do país.
Tive que deixar a escola (onde tinha entrado há tão pouco tempo), os amigos que tinha feito e passar de uma pequena cidade gaúcha, onde as estações do ano eram bem marcadas e onde, no Inverno, os termómetros desciam até perto dos 0º C, para a perpetuamente tórrida capital bahiana.
Não sei como teria sido se tivesse podido continuar no Rio Grande do Sul. Penso que se tratou de uma dessas encruzilhadas em que temos que (ou optamos por) seguir por um dos caminhos que se abrem à nossa frente. Dessas ocasiões, fica-me para sempre e de forma recorrente, o sabor amargo de nunca poder saber como teria sido a vida se tivesse seguido por um outro caminho.
Na altura, a viagem foi feita de ónibus-leito. Para quem não conhece trata-se de um autocarro utilizado para viagens longas e em que os bancos rebatem mais do que o normal, podendo-se dormir numa posição muito próxima da horizontal. O itinerário terrestre levou-nos a atravessar os estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo até ao Rio de Janeiro, numa primeira etapa; na segunda, percorremos o estado do Espírito Santo até chegar à Bahia.
Dessa viagem as imagens que se fixaram na minha mente foram as das passagens pelas capitais paranaense e catarinense, respectivamente Curitiba e Florianópolis, esta última um destino agora tão na moda em Portugal; uma breve escala algures numa estação rodoviária na cidade de São Paulo; a vista breve da capital capixaba, Vitória do Espírito Santo e da cidade de Ilhéus, imortalizada nas obras de Jorge Amado.
Não poderia esquecer a primeira vez que pus o pé na maravilhosa cidade. Por ter sido uma estadia curta, de apenas uma noite, apenas recordo ter ficado alojado num pequeno hotel no bairro carioca do Flamengo.
A estadia em Salvador, que durou alguns meses, passou-se sem acontecimentos de maior. Vivi, primeiro, no bairro da Pituba, dentro da cidade propriamente dita e, depois, em Itapoã, uma famosa localidade balnear, a alguns quilómetros do centro, onde o próprio Jorge Amado residia. A casa onde vivíamos estava separada da praia apenas por uma estrada e perto localizava-se a lagoa de Abaeté, de águas escuras e bordejada de dunas de areia branca.
De Salvador, a primeira capital do Brasil e a sua cidade mais "negra", recordo a orla marítima e, na sua parte central, o redondo Forte de São Marcelo, o Mercado Modelo e o Elevador Lacerda, um dos seus ex-libris. Em uma ocasião, visitei de barco as ilhas que se situam próximas à cidade, de que destaco a de Itaparica, onde nadei no meio de cações!
Regressei definitivamente a Lisboa, num domingo de Dezembro de 1976, dia de eleições autárquicas, fechando esse primeiro capítulo do Brasil. Não trouxe uma ideia positiva desse país, trouxe a sensação de que não gostavam lá muito dos portugueses e que, se tivessem podido escolher, preferiam ter sido colonizados por outro país europeu...
Posteriormente voltei ao Brasil e as minhas ideias a respeito desse país evoluíram de forma positiva. Porém, não voltei, até hoje, aos lugares onde vivi...
Vivo em Portugal
Visitei...
na Europa
1. Em Portugal, os arquipélagos da Madeira (ilhas da Madeira e de Porto Santo) e dos Açores (ilhas de São Miguel, Terceira, Pico e Faial)
2. Espanha, e os arquipélagos das Canárias (Tenerife, Gran Canária, Lanzarote e Fuerteventura) e das Baleares (Maiorca e Ibiza)
3. Gibraltar
4. França, incluindo a Córsega
5. Mónaco
6. Luxemburgo
7. Bélgica
8. Holanda
9. Reino Unido, incluindo a Grã-Bretanha (Inglaterra, Escócia e País de Gales) e a Irlanda do Norte
10. Irlanda
11. Islândia
12. Noruega
13. Dinamarca
14. Suécia
15. Finlândia
16. Rússia, incluindo a travessia da Sibéria (e ex-URSS)
17. Estónia
18. Letónia
19. Lituânia
20. Ucrânia
21. Moldávia
22. Polónia
23. Eslováquia
24. República Checa
25. Alemanha
26. Suíça
27. Liechtenstein
28. Áustria
29. Itália (incluindo a Sicília e a ilha de Capri)
30. São Marino
31. Vaticano
32. Malta (ilhas de Malta e Gozo)
33. Ex-Jugoslávia (actuais territórios da Croácia e da Bósnia-Herzegovina)
34. Eslovénia
35. Croácia
36. Bósnia-Herzegovina
37. Sérvia
38. Kosovo
39. Montenegro
40. Albânia
41. Macedónia
42. Grécia, incluindo as ilhas de Creta, Mykonos, Delos e Thira (Santorini) e passagem nas ilhas de Tinos, Siros, Naxos e Paros
43. Chipre
44. Turquia (europeia - Trácia e asiática - Anatólia)
45. Bulgária
46. Roménia
47. Hungria
na Ásia
48. Síria
49. Líbano
50. Israel
51. Território da Autoridade Palestiniana (Cisjordânia)
52. Jordânia
53. Oman
54. Emirados Árabes Unidos (todos os 7 emirados - Abu Dhabi, Fujairah, Ras al-Khaimah, Umm al Qaiwain, Ajman, Sharjah e Dubai)
55. Índia
56. Maldivas
57. Nepal
58. Tailândia
59. Malásia
60. Singapura
61. Indonésia (ilhas de Java e Bali)
62. Brunei (na ilha de Bornéu)
63. Timor-Leste
64. Camboja
65. Vietname
66. China
67. Mongólia
68. Japão
e fiz escala em Colombo, Sri Lanka.
na Oceânia
69. Austrália
70. Nova Zelândia
71. Polinésia Francesa (ilhas de Tahiti, Huahine, Bora Bora e Moorea)
72. Ilha de Páscoa
nas Américas
72. Alasca
73. Canadá (províncias de Ontario, Québec e Colúmbia Britânica)
74. Estados Unidos da América (estados de New York, Massachusetts, District of Columbia, Illinois, California, Nevada, Louisiana, Florida e New Jersey)
75. México (incluindo a península do Iucatão)
76. Guatemala
77. El Salvador
78. Honduras
79. Nicarágua
80. Costa Rica
81. Panamá
82. Cuba
83. República Dominicana (na ilha de Hispaniola)
84. Porto Rico
85. Barbados
86. Granada
87. Antilhas Holandesas (ilha de Curaçao)
88. Aruba
89. Venezuela (apenas a ilha de Margarita)
90. Peru
91. Bolívia
92. Chile
93. Argentina (incluindo a Terra do Fogo)
94. Paraguai
95. Uruguai
96. Brasil
e passei ao largo da ilha de Saint Vincent (Caraíbas)
em África
97. Marrocos
98. Tunísia
99. Egipto
100. Quénia
101. Zimbabué
102. África do Sul
103. São Tomé e Príncipe, apenas a ilha de São Tomé e o ilhéu das Rolas
104. Senegal (incluindo a ilha de Gorée)
105. Cabo Verde (ilhas de Santiago, Sal, São Vicente e Santo Antão)
Visitei...
na Europa
1. Em Portugal, os arquipélagos da Madeira (ilhas da Madeira e de Porto Santo) e dos Açores (ilhas de São Miguel, Terceira, Pico e Faial)
2. Espanha, e os arquipélagos das Canárias (Tenerife, Gran Canária, Lanzarote e Fuerteventura) e das Baleares (Maiorca e Ibiza)
3. Gibraltar
4. França, incluindo a Córsega
5. Mónaco
6. Luxemburgo
7. Bélgica
8. Holanda
9. Reino Unido, incluindo a Grã-Bretanha (Inglaterra, Escócia e País de Gales) e a Irlanda do Norte
10. Irlanda
11. Islândia
12. Noruega
13. Dinamarca
14. Suécia
15. Finlândia
16. Rússia, incluindo a travessia da Sibéria (e ex-URSS)
17. Estónia
18. Letónia
19. Lituânia
20. Ucrânia
21. Moldávia
22. Polónia
23. Eslováquia
24. República Checa
25. Alemanha
26. Suíça
27. Liechtenstein
28. Áustria
29. Itália (incluindo a Sicília e a ilha de Capri)
30. São Marino
31. Vaticano
32. Malta (ilhas de Malta e Gozo)
33. Ex-Jugoslávia (actuais territórios da Croácia e da Bósnia-Herzegovina)
34. Eslovénia
35. Croácia
36. Bósnia-Herzegovina
37. Sérvia
38. Kosovo
39. Montenegro
40. Albânia
41. Macedónia
42. Grécia, incluindo as ilhas de Creta, Mykonos, Delos e Thira (Santorini) e passagem nas ilhas de Tinos, Siros, Naxos e Paros
43. Chipre
44. Turquia (europeia - Trácia e asiática - Anatólia)
45. Bulgária
46. Roménia
47. Hungria
na Ásia
48. Síria
49. Líbano
50. Israel
51. Território da Autoridade Palestiniana (Cisjordânia)
52. Jordânia
53. Oman
54. Emirados Árabes Unidos (todos os 7 emirados - Abu Dhabi, Fujairah, Ras al-Khaimah, Umm al Qaiwain, Ajman, Sharjah e Dubai)
55. Índia
56. Maldivas
57. Nepal
58. Tailândia
59. Malásia
60. Singapura
61. Indonésia (ilhas de Java e Bali)
62. Brunei (na ilha de Bornéu)
63. Timor-Leste
64. Camboja
65. Vietname
66. China
67. Mongólia
68. Japão
e fiz escala em Colombo, Sri Lanka.
na Oceânia
69. Austrália
70. Nova Zelândia
71. Polinésia Francesa (ilhas de Tahiti, Huahine, Bora Bora e Moorea)
72. Ilha de Páscoa
nas Américas
72. Alasca
73. Canadá (províncias de Ontario, Québec e Colúmbia Britânica)
74. Estados Unidos da América (estados de New York, Massachusetts, District of Columbia, Illinois, California, Nevada, Louisiana, Florida e New Jersey)
75. México (incluindo a península do Iucatão)
76. Guatemala
77. El Salvador
78. Honduras
79. Nicarágua
80. Costa Rica
81. Panamá
82. Cuba
83. República Dominicana (na ilha de Hispaniola)
84. Porto Rico
85. Barbados
86. Granada
87. Antilhas Holandesas (ilha de Curaçao)
88. Aruba
89. Venezuela (apenas a ilha de Margarita)
90. Peru
91. Bolívia
92. Chile
93. Argentina (incluindo a Terra do Fogo)
94. Paraguai
95. Uruguai
96. Brasil
e passei ao largo da ilha de Saint Vincent (Caraíbas)
em África
97. Marrocos
98. Tunísia
99. Egipto
100. Quénia
101. Zimbabué
102. África do Sul
103. São Tomé e Príncipe, apenas a ilha de São Tomé e o ilhéu das Rolas
104. Senegal (incluindo a ilha de Gorée)
105. Cabo Verde (ilhas de Santiago, Sal, São Vicente e Santo Antão)
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